Exposições

Entre Nós

Entre Nós

Toz

O grafiteiro Toz, conhecido por suas intervenções urbanas com o Flesh Beck Crew, reúne telas, desenhos e objetos em sua segunda exposição individual

O grafiteiro Toz, conhecido por suas intervenções urbanas com o Flesh Beck Crew, reúne telas, desenhos e objetos em sua segunda exposição individual 

Os muros e os paredões de qualquer cidade do mundo tem muito o que contar quando o assunto é relação amorosa. E de tanto se relacionar com os muros exprimindo sua arte, o grafiteiro Toz, integrante do coletivo Flesh Beck Crew, vai levar as relações amorosas para dentro da Galeria Movimento, através de sua segunda exposição individual. A partir do dia 02 de outubro, Toz apresenta suas mais recentes criações, entre spray sobre telas, desenhos e intervenções em gavetas e em caixas de papelão. 

A tendência de levar a arte das ruas para espaços internos já se transformou hábito para muitos colecionadores e consumidores de arte. O movimento, embora inteiramente baseado na cultura urbana, não se classifica como graffiti, mas sim, street art. Para Toz, a mensagem é a mesma: questões e sensações da cidade, porém, em menores proporções, ricas em detalhes e de traço mais refinado, isso se deve até pelas condições de espaço onde se cria o trabalho. 

No graffiti, além dos desenhos serem bem maiores, dependemos da luz do sol, o que faz com que o processo de confecção do painel seja bem mais acelerado do que os trabalhos em tela, papel e objetos, que são feitos em ateliê, onde se tem uma infra-estrutura muito mais elaborada. Outra questão que difere o graffiti do chamado street art, é que o espectador pára para olhar uma tela, ele está ali para isso, diferentemente dos trabalhos nas ruas. - compara o artista. 

Nessa exposição - que reúne 4 telas, 50 desenhos, 6 gavetas e algumas caixas de papelão, feitas a partir de colagens, pincel, caneta e, claro, spray - Toz aborda a questão dos relacionamentos amorosos em amplo aspecto. Seguindo sua linha conceitual, que tem o cotidiano como ferramenta de trabalho, o grafiteiro mostra em suas pinturas o amor no dia-a-dia. Gestos corriqueiros entre mães e filhos, entre irmãos, de homem e mulher, amor pelos objetos, tudo dito numa linguagem nocense e desligada da subjetividade.