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Toz | Exposição Risco

Toz | Exposição Risco

22/03/2017 - Toz apresenta nova fase na Galeria Movimento Há dois anos sem expor, artista investe em série inédita a partir de 29 de março O artista Tomaz Viana, o Toz, revigora sua estética com um novo trabalho, mais abstrato, gestual e monocromático. Na mostra Risco, que abre para o público dia 29 de março na Galeria Movimento, camadas espessas de massa passam a dialogar com seus famosos personagens. A série inédita traz questões como apagamento e memória nos muros, através da disputa do espaço urbano tanto por artistas quanto pelo sistema. Há dois anos sem expor, Toz apresenta oito obras inéditas, que serão divididas em duas salas. Na primeira, observa-se o surgimento da palavra como persistência do traço, fazendo alusão aos seus grafites na área urbana, suscetíveis aos constantes apagamentos. A palavra na tela passa a ser reveladora, deixando aparente camadas coloridas do interior das pinturas. Nada é programado, as palavras surgem na cabeça do artista no momento da produção. “A ideia deste trabalho é criar uma arqueologia do futuro. Quem sabe um dia as pessoas vão encontrar grafites escondidos pelas cidades?”, sugere. Na segunda, os personagens já conhecidos do público, como a boneca Nina e o Vendedor de Alegria, tornam-se secundários e dialogam com a estranheza de uma espessa camada de massa que o artista lança sobre a tela. “Sempre tive um trabalho muito colorido, mas percebi que também estou exposto às influências externas. Num primeiro momento pensei nos governos que querem acabar com a pichação e com o grafite e no artista que quer sempre produzir. Depois percebi que o cinza é algo maior, representa toda a nuvem que está pairando pelo Brasil e pelo planeta. Eu não podia ficar só na alegria do mundo virtual”, explica. Toz veio para o Rio ainda adolescente e logo se apropriou da cidade que escolheu. Fez das esquinas seu quintal, seu aprendizado e seu maior legado. São de sua autoria o painel urbano com mais de 75 metros de altura na fachada do Hotel Marina, no Leblon, e também o mural pintado ano passado no alto do Pão de Açúcar. Foi a partir do que vê e sente nas ruas que buscou inspiração para a mostra. Em Risco, o artista insere nova poética ao trabalho agregando influências, positivas ou não, daquilo que está no seu entorno, mostrando amadurecimento ao arriscar numa beleza não óbvia. Com tantas novidades, Toz, que este ano estreou no carnaval carioca e apresentou na avenida a primeira alegoria grafitada a convite da Mangueira, mostra que está cada dia mais maduro e disposto a correr riscos. “Com esse trabalho falo do risco no sentido de riscar e também de me colocar em perigo. Sem dúvida é um novo momento na minha carreira”, diz o grafiteiro justificando o título escolhido para a exposição. Serviço – Exposição Risco – Toz Abertura: 29 de março, das 19h às 22h Exposição: 30 de março a 29 de abril. Local: Galeria Movimento – Av. Atlântica, 4.240, lojas 212 e 213, Copacabana. Tel: 2267-5859 Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h30. Sábados, das 12h às 18h. Entrada gratuita * texto: release Frase Comunicação** imagem: Nova Era, 150 x 150 cm, massa corrida e spray sobre tela

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Marcela Gontijo discute as transformações das grandes metrópoles na  individual New Territories

Marcela Gontijo discute as transformações das grandes metrópoles na individual New Territories

17/11/2016 - Grandes metrópoles sempre fizeram parte da vida de Marcela Gontijo, que já morou em São Paulo, na Cidade do México e em Hong Kong. O ritmo acelerado, as misturas de etnias e as constantes ocupações e transformações das cidades são os principais elementos de seu mais novo trabalho, que será apresentado na individual New Territories, a partir de 21 de novembro, na Galeria Movimento, no Rio de Janeiro. Com texto de apresentação de Felipe Scovino, a mostra conta com sete obras inéditas de grandes dimensões (2 x 2,20 e 1,80 x 1,20), produzidas em suportes como lona ou compensado. Os trabalhos foram feitos nos últimos quatro anos, período em que a artista viveu em Hong Kong. Foi num ateliê chinês alugado na região chamada New Territories, que Marcela reuniu todos os elementos urbanos que achou interessantes, como jornais, revistas, panfletos e fotografias das ruas. “É uma área fora do centro, bastante industrial, mas que agora tem também algumas residências. Um espaço em total transformação”, diz. A artista começou suas obras pelas pinturas, depois vieram as colagens a partir dos elementos encontrados nas ruas e, por fim, as grossas fitas coloridas, restos também das lojas de New Terrotories. Como uma trama urbana, parte dos trabalhos de Marcela não têm molduras, são colados à parede, num repertório como o das metrópoles, onde não se sabe onde é o início ou o fim. “Este sintoma de uma cidade em transformação, atravessada por novas configurações geográficas, oportunidades de trocas culturais, cores, formatos, enfim, um turbilhão de informações e também revezes geram os mapas ou pinturas de Gontijo”, escreve Scovino em seu texto de apresentação. “É como se pudéssemos perceber através das obras, a diagramação e escala de novos bairros, a disposição das áreas urbanas, mas também uma espécie de imagem e som da cidade”, completa. Marcela selecionou dois trabalhos para serem finalizados no Rio, às vésperas da exposição, com elementos encontrados pela artista na Cidade Maravilhosa. Com isso, ela chama a atenção para questões comuns aos grandes centros urbanos em todo o mundo, como a especulação imobiliária. “Com essa exposição quero chamar a atenção para a multiplicidade. O mundo mudou, não cabem mais muros. Temos que criar novas formas de entender o território e suas ocupações”, resume. Sobre a artista – Com licenciatura em Educação Artística – Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, Marcela Gontijo já participou de exposições individuais e coletivas em cidades como Hong Kong, Rio de Janeiro, Florianópolis, São Paulo e Cidade do México. Suas obras fazem parte de importantes coleções particulares no Brasil e no exterior. Nascida em Belo Horizonte, a artista que vive em Brasília participou da ArtRio 2016 e teve todas as suas obras expostas compradas durante a feira. Marcela é também presidente do IPG - Instituto Paulo Gontijo, uma organização privada, sem fins lucrativos, idealizada e deixada por seu pai, o físico, engenheiro civil e empresário Paulo Gontijo. O objetivo do IPG é promover pesquisas e estudos científicos a respeito da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e desenvolver ações de sensibilização e humanização que possam contribuir para o melhor atendimento dos profissionais, pacientes e das famílias envolvidas com a doença.Abertura: 21 de NovembroExposição: 22 de Novembro a 21 de Dezembro

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